
De acordo com a definição do
CERT (Computer Emergency Response Team), os ataques DoS (Denial of
Service), também denominados Ataques de Negação de Serviços, consistem
em tentativas de impedir usuários legítimos de utilizarem um determinado
serviço de um computador. Para isso, são usadas técnicas que podem:
sobrecarregar uma rede a tal ponto em que os verdadeiros usuários dela
não consigam usá-la; derrubar uma conexão entre dois ou mais
computadores; fazer tantas requisições a um site até que este não
consiga mais ser acessado; negar acesso a um sistema ou a determinados
usuários.
Explicando de maneira
ilustrativa, imagine que você usa um ônibus regularmente para ir ao
trabalho. No entanto, em um determinado dia, uma quantidade enorme de
pessoas “furaram a fila” e entraram no veículo, deixando-o tão lotado
que você e os outros passageiros regulares não conseguiram entrar. Ou
então, imagine que você tenha conseguido entrar no ônibus, mas este
ficou tão cheio que não conseguiu sair do lugar por excesso de peso.
Este ônibus acabou negando o seu serviço – o de transportá-lo até um
local -, pois recebeu mais solicitações – neste caso, passageiros – do
que suporta.
É importante frisar que
quando um computador/site sofre ataque DoS, ele não é invadido, mas sim
sobrecarregado. Isso independe do sistema operacional utilizado.
Os ataques do tipo DoS
mais comuns podem ser feitos devido a algumas características do
protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol),
sendo possível ocorrer em qualquer computador que o utilize. Uma das
formas de ataque mais conhecidas é a SYN Flooding, onde um computador
tenta estabelecer uma conexão com um servidor através de um sinal do TCP
conhecido por SYN (Synchronize). Se o servidor atender o pedido de
conexão, enviará ao computador solicitante um sinal chamado ACK
(Acknowledgement). O problema é que em ataques desse tipo, o servidor
não consegue responder a todas as solicitações e então passa a recusar
novos pedidos.
Outra forma de ataque
comum é o UPD Packet Storm, onde um computador faz solicitações
constantes para que uma máquina remota envie pacotes de respostas ao
solicitante. A máquina fica tão sobrecarregada que não consegue executar
suas funções.
Ataques DDoS
O DDoS, sigla para
Distributed Denial of Service, é um ataque DoS ampliado, ou seja, que
utiliza até milhares de computadores para atacar uma determinada
máquina. Esse é um dos tipos mais eficazes de ataques e já prejudicou
sites conhecidos, tais como os da CNN, Amazon, Yahoo, Microsoft e eBay.
Para que os ataques do
tipo DDoS sejam bem-sucedidos, é necessário que se tenha um número
grande de computadores para fazerem parte do ataque. Uma das melhores
formas encontradas para se ter tantas máquinas, foi inserir programas de
ataque DDoS em vírus ou em softwares maliciosos.
Em um primeiro momento, os
hackers que criavam ataques DDoS tentavam “escravizar” computadores que
agiam como servidores na internet. Com o aumento na velocidade de
acesso à internet, passou-se a existir interesse nos computadores dos
usuários comuns com acesso banda larga, já que estes representam um
número muito grande de máquinas na internet.
Para atingir a massa, isto
é, a enorme quantidade de computadores conectados à internet, vírus
foram e são criados com a intenção de disseminar pequenos programas para
ataques DoS. Assim, quando um vírus com tal poder contamina um
computador, este fica disponível para fazer parte de um ataque DoS e o
usuário dificilmente fica sabendo que sua máquina está sendo utilizado
para tais fins. Como a quantidade de computadores que participam do
ataque é grande, é praticamente impossível saber exatamente qual é a
máquina principal do ataque.
Quando o computador de um
internauta comum é infectado com um vírus com funções para ataques DoS,
este computador passa a ser chamado de zumbi. Após a contaminação, os
zumbis entram em contato com máquinas chamadas de mestres, que por sua
vez recebem orientações (quando, em qual site/computador, tipo de
ataque, entre outros) de um computador chamado atacante. Após receberem
as ordens, os computadores mestres as repassam aos computadores zumbis,
que efetivamente executam o ataque. Um computador mestre pode ter sob
sua responsabilidade até milhares de computadores. Repare que nestes
casos, as tarefas de ataque DoS são distribuídas a um “exército” de
máquinas escravizadas. Daí é que surgiu o nome Distributed Denial of
Service. A imagem abaixo ilustra a hierarquia de computadores usadas em
ataques DDoS.
Como exemplo real de
ataques DDoS ajudados por vírus, tem-se os casos das pragas digitais
Codered, Slammer e MyDoom. Existem outros, mas estes são os que
conseguiram os maiores ataques já realizados.
Impedindo e detectando ataques DoS
Apesar de não existir
nenhum meio que consiga impedir totalmente um ataque DoS, é possível
detectar a presença de ataques ou de computadores (zumbis) de uma rede
que estão participando de um DDoS. Para isso, basta observar se está
havendo mais tráfego do que o normal (principalmente em casos de sites,
seja ele um menos conhecido, como o InfoWester, seja ele um muito
utilizado, como o Google), se há pacotes TCP e UDP que não fazem parte
da rede ou se há pacotes com tamanho acima do normal. Outra dica
importante é utilizar softwares de IDS (Intrusion Detection System –
Sistema de Identificação de Intrusos).
Para prevenção, uma das
melhores armas é verificar as atualizações de segurança dos sistemas
operacionais e softwares utilizados pelos computadores. Muitos vírus
aproveitam de vulnerabilidades para efetuar contaminações. Também é
importante filtrar certos tipos de pacotes na rede e desativar serviços
que não são usados.










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